sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quando as metas se tornam uma MALDIÇÃOOOOOOOOOOO !!!!

Hoje recebi um email de uma amiga professora de empreendedorismo na UNIP sobre o cumprimento de metas em empresas. Isso originou uma discussão interessante sobre o paradoxo do tratamento a funcionários em empresas. Mais ainda se estendermos esse debate para o ambiente de sala de aula, no qual os alunos são constamente cobrados a cumprirem metas.
Um bom plano de metas (metas = objetivo + planejamento) é importante em qualquer atividade de nossa vida. Nos dá um norte e indica o caminho para atingi-lo. Dentro do modelo corporativo capitalista dos dias de hoje , as empresas se apoiam em programas de metas os quais crescem a medida que vão sendo cumpridos. Isto é bastante saudável e necessário para impulsionar qualquer compania e deve servir de modelo tanto para vida pessoal quanto para a vida acadêmica.
O problema é que esbarramos quase sempre em um tênue limite quando falamos de motivação e cumprimento de metas entre a cobrança e a obsessão . São inúmeras as empresas gerenciadas com base em números e projeções constantemente pressionadas por uma concorrência acirrada cabeça-a-cabeça em um ambiente capitalista extremamente selvagem e inclemente.
Vai dizer q na sala de aula também não é assim?
Este ambiente competitivo gera descontroles emocionais principalmente por parte de pessoas despreparadas em gerir pessoas. Alguns efeitos conhecidos são: assédio moral, humilhações, o constante fantasma da demissão, concorrência entre colegas de equipe (muitas vezes desleal), altos indices de strees no trabalho, etc. As causas: metas excessivamente altas, muita pressão, uma política motivacional baseada no medo e na repreensão, etc.
Não há ser humano que aguente... Tenho uma amiga q trabalhou em 3 grandes lojas de marca em um Shopping de elite de São Paulo e ela narrou tudo isso, em todas. A rotatividade de funcionários , alias, é gigantesca!
muitas vezes em sala de aula encontramos professores com essas mesmas atitudes e posturas.
Outro dia li um artigo em uma revista que dizia q uma pesquisa americana revelou que elogiar os funcionários reduz a produtividade: eles se acomodam. Ou seja, o certo é ficar como o carrasco no tambor no porão dos navios que vemos em filmes?
Minha experiência como professor me diz que temos de ser ora caridosos, meio pais, ora temos de ser bem rígidos, quase maus. Cada aluno, assim como cada funcionário, irá funcionar com um estilo determinado.
Contudo, o fato é gerir pessoas dentro de uma política de metas exige muito preparo e atenção. Não é vociferar ordens somente ou manter as rédeas curtas pelo medo. Isso pode até funcionar a curto prazo mas se cria uma bomba cuja explosão é questão de tempo (e aí que as metas vão pro buraco mesmo). O que percebo são muitas pessoas prestando atenção em gráficos e metas e não nas outras pessoas, não no relacionamento e na gestão de pessoal.
A culpa não é das metas, mas de quem as delinea e de que as cobrará.
Abs

terça-feira, 27 de outubro de 2009

1° CURTA NEBLINA - Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba


Do dia 25/10 ao dia 27/10 estive no 1° CURTA NEBLINA - Festival Latino Americano de Curtas de Paranapiacaba fazendo um workshop com o mestre do terror tupiniquim. Sim, ele mesmo! José Mojica Marins, mais conhecido como... ZÉ DO CAIXÃO !!! Confesso q foi superlegal ver essa lenda-viva do cine trash brasileiro...

O senhor Mojica é uma pessoa fantástica, muito simpático e gentil, não deixando de dar atenção a ninguém.
No primeiro dia - após atravessar uma nebllina fantasmagórica e deixar o carro em frente ao... cemitério - tivemos vários exercicios de interpretação, empostação de voz com o Mojica e a Lis Marins (a Liz Vamp, simpatissíssima e muito bonita)falou sobre produção e contratempos que podem surgir durante filmagens. Ao término do dia, fomos dividos em grupos para montar um pequeno filme no dia seguinte.
No segundo dia, sábado, o Sol veio forte e radiante (estragando qualquer idéia de se fazer um filme de terror). Fiz grupo com duas alunas minhas e rodamos o nosso curta de forma direta (sem edição) em pouco mais de 1h e meia. Tosco é pouco pra definir o resultado... rss
No domingo, somente eu e a Rafaela (minha aluna). Os outros dois não conseguiram levantar de madrugada (pelo terceiro dia seguido). O tempo estava horrível e a estrada tinha uma neblina como nunca vi. Muito mais aterrorizante.
Pra quem não conhece, Paranapiacaba é a própria Silent Hill!!!

Após quase duas horas exaustivas, chegamos a cidade. Neste terceiro dia, seríamos dirigidos pelo José Mojica. Não preciso dizer q foi um filme de terror meio trash mas que foi muito emocionante. O filme "O louco de Paranapiacaba" foi realizadoe em três horas no posto de saúde da cidade, estrelado pelos talentosos Thiago e Natalia (não lembro os sobrenomes) com câmera de Celina Lerner.


O saldo do fim de semana foi muito cansaço, mas muita diversão, ótimos contatos, novas amizades e a oportunidade de estar ao lado de um dos maiores ícones do cinema nacional. O festival foi pequeno mas torço para que ele cresça. Parabéns ao Beto Bessant, organizador do evento.
abraços

Um reflexão sobre o uso de redes sociais para sua própria "marca"

Olá, amigos
Andei ausente devido às muitas coisas para fazer mas aqui estou com um post novo.
Hoje apareceu um tema interessante no ilustragrupo, sobre o uso de redes sociais para os ilustradores. Como qualquer lugar, tem os que são contra, que imaginam q não agrega nada e que só existe bobagem nisso e aqueles (grupo q me incluo) q adoram.
Bom, primeiramente minha visão das mídias sociais é totalmente construída pelo meu estilo de vida dividido pela ilustração, ensino e pesquisa. Não tem como separar!
Admito q ingressei neste meio um pouco por acaso mas fui me apaixonando mais e mais. Hoje preciso estar sempre conectado (calma, não sou um junk user rerere.
Penso minha carreira profissional como um empresa, no qual tenho a parte operacional, administrativa e de comunicação; sou um comunicador.
Procuro trabalhar meu nome como uma marca (minha marca pessoal) e como qualquer empresa, penso em fazer geri-la da melhor maneira possível. Entendo que isso não é mera vaidade (sou um cara bem tímido, as vezes rss) mas uma estratégia de promoção da minha marca, de marketing , uma forma de tornar conhecido o nome Mario Mancuso.
Sei que muita gente vai torcer o nariz e dizer q é narcisismo mas o profissional não pode viver como um avestruz, com a cabeça enfiada no buraco. O mundo de hoje cobra uma postura ativa, com opnião e comunicação. Ilustradores tem aos montes, professores mais ainda e pesquisadores idem. Se você não se preocupar em ser um ponto diferente será só mais um na multidão.
Os benefícios são indiretos pois não trato com clientes diretamente através de Twitter, Facebook e eoutros mas procuro transitar por esses meio e fazer meu nome conhecido, como ilustrador, professor e pesquisador.
Há muitos em quem me inspiro como o Hiro, Montalvo Machado, Eric Messa, etc, todos profissionais que não deixam de frequentar as redes sociais da internet.
Pra finalizar, somente uma advertência: é preciso foco!! Ninguém está interessado se vc comeu sucrilhos no café da manhã ou acordou triste, e cuidado com as companhias - comunidades q frequenta (lembre-se: diga-me com quem andas e te direi quem és). As redes sociais, quando usadas com intuito de marketing são uma comunicação poderosa, então cuidado com o tem a dizer e o que vai mostrar.
Por hora é isso.
abraços

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Faculdade pra ser ilustrador? Preciso disso??

Este é um post do ilustragrupo que escrevi sobre ser ilustrador e fazer faculadde.
abs
"Bom, se permitem o pitaco, posso falar dos dois lados do balcão.
Primeiro um curso superior não é milagreiro. Ele é superior por força de hierarquia no ensino. Se vc quer fazer HQ de super herói, por ex., procure a Quanta que lá eles vão ensinar isso muito melhor.
Contudo, fazendo uma análise mais profunda veremos que mais importante do que onde fazer é o que fazer e o POR QUÊ.
Contudo, concordo com a Mônica q conhecimento nunca é demais. Acho um problema grande de inúmeros profissionais (não só ilustradores) em se restringirem a poucos aspectos (na maioria técnicos) em sua formação. Por exemplo, acho fundamental (minha opinião, hein) que um ilustrador publicitário tenha conhecimento de publicidade, marketing, etc. Processos gráficos então, é praticamente uma obrigação (semana passada passei um apuros por não entender disso- já entrou na minha lista estudar processos gráficos).
Isso é um aspecto.
Outro é que, inegavelmente, o ambiente acadêmico, principalmente em uma boa universidade, te dá muitas possibilidades de aprendizado, de trocas de conhecimento, que em lugar algum vc terá, seja pela riqueza dos livros disponíveis, experiência dos professores e outros alunos, possibilidade de experimentação, pesquisa, contatos, etc. Isso não tem preço! Não é por acaso que as principais empresas do Vale do Silício (Yahoo, Google, entre outras) vieram de Stanford e do MIT. Muitos empresários se mantém ainda como professores lá pois entendem q as universidades é um celeiro de talentos. E eu vejo isso por aqui também, todos os dias, nas classes em que dou aula, mesmo não estando em uma Stanford rererer
O que não acontece, no nosso caso, é achar q bastará uma faculdade pra ser ilustrador, principalmente que ser ilustrador é algo complexo e amplo, é como ser médico. - Médico não é tudo igual, né? A diferença que para trabalhar com ilustração não é só gostar, precisa... jeito, aptidão (não vou falar dom ou talento pois odeio esses estereótipos). É como aprender música, vc precisa levar um mínimo de jeito. Mas também sem técnica vc não sai do lugar !!
Dou aula no curso de Computação Gráfica e de Design Gráfico na UNIP, aqui em São Paulo, e vejo muitos alunos que se queixam de não terem uma formação prática forte. Isso com certeza se reflete em outras faculdades também. Claro que existem dificuldades mil em termos de estrutura, mas o fato é que a faculdade não te ensina uma prática (um software, uma técnica artística, etc); ela te apresenta contextos para vc utilizar esta prática. Eu sempre digo: quem quer aprender um 3Dmax procure um DRC ou Cadritech que faculdade nenhuma vai te ensinar melhor que nesse lugares. Mas se vc quer aprender a pensar a imagem, a comunicação visual dentro de vários contextos, aí vc está no lugar certo. Isso não é uma desculpa, de forma nenhuma, é vc encarar a realidade. Não adianta um curso superior com Macs para todos os alunos e professores ruins.
A formação de um profissional de ilustração deve passar pelo equilíbrio entre prática e teoria. Também é ilusão achar que comprar mil livros vai adiantar. Ajuda mas ainda sim é muito mais difícil. Melhor estudar e pronto.
Isso que acho sobre o ensino superior, ou melhor, sobre estudar para ser um ilustrador. Busque cursos que te agreguem conhecimento, te dêem repertório e te preparem para ser um profissional pensante, não um apertador de botão, como digo lá na UNIP.
Mas cuidado, um curso que promete maravilhas, te promete tudo, com certeza está mentido. Uma andorinha não faz verão. Quem quer ser um grande profissional tem de ralar bastante e fazer (muitos) cursos. Recomendo a Quanta, pra qualquer um que quiser desenhar super-heróis pros EUA. É mais fácil do que parece. Mas para aqueles q querem criar histórias, inclusive para quadrinhos, então a formação é mais complexa e precisa de um complemento.
Por último, aqueles que alardeiam que faculdade não serve pra nada são mentirosos. Pra ele pode não ter servido por motivos vários, mas a culpa não é da faculdade.
Pra encerrar mesmo, deixo o blog da artista Letícia Barreto, velha conhecida do extinto ilustrasite , que hoje está fazendo um mestrado em Portugal em artes através de sua linguagem do desenho. Sensacional o trabalho dela.
abs"

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Qual é a dos concursos??

Sigo em meu twitter um site de marketing e, hoje de manhã, recebi um post sobre um novo concurso promovido pela loja de roupas Renner, no sul do país. Se trata de um concurso de estampas no qual o premiado terá sua estampa usada na nova coleção mais um super-hiper-mega-tudo-de-bom prêmio de... R$ 400,00 (isso mesmo, quatrocentos reais) em compras na loja, o que dá entre 5 a 6 calças jeans (risos).
Pilantra é pouco pra este concurso. Não quero ofender a mãe do idealizador mas com certeza ela não fez um bom trabalho.
Mas falando sério, fico aqui refletindo: quem é o público-alvo e qual o objetivo destes concursos?
Marketeiros de plantão, dêem seus palpites!!
Com certeza, este tipo de concurso não é voltado para ilustradores e designers (realmente) profissionais pois qualquer profissional que se preze não ia prestar um serviço de graça, a troco de banana - ou camisetas, ou calças jeans. Assim, imagino que o maior público sejam artistas de fim-de-semana e entusiastas da profissão: "Puxa, já pensou as pessoas usando a camiseta q eu desenhei??!", pensa o dentista que gostaria de ser ilustrador - (pode virar designer de dentes,rss); ou "Oi, amor, lembra aquela pintura que fiz no curso da igreja, virou uma estampa da Renner." O fato é que talento nem sempre vem agregado a profissionalização e muitas pessoas não se importam (ou apenas desconhecem) com um contexto de ações e direitos de designers e ilustradores.
Outro fato é o tal do conteúdo colaborativo, ou seja, a utilização de peças elaboradas gratuitamente pelo público. Isto está presente em todas as mídias e em muitas ações de marketing e é apontado como uma forma de aproximação, interatividade, entre a empresa e o cliente-consumidor. Confesso não saber o real tamanho disto, tanto em sua aplicação quanto em seus resulatdos. Também não sei avaliar o tamanho do estrago (se é que há). As empresas estão cientes q esta forma de concurso está sujeita a milhares de peças inúteis, que profissionais mais bem preparados provavelmente rejeitarão o concurso e que alguns ilustradores iniciantes ou curiosos mais talentosos é o q restará. Contudo, além de passar uma imagem de proximidade com o público, as empresas talvez esperem descobrir um novo talento, a quem amarrarão pela eternidade por contrato qualquer.
O fato é q esta modalidade de atitude ganha corpo, ganha força muito mais rapidamente do que é combatida e rechaçada. Os profissionais da imagem são um grupo pequeno. A grande maioria do público, infelizmente, não enxerga nada de errado com isso e acha até legal. Muita gente já me disse pra participar destes concursos. Escolas de arte pequenas incentivam seus alunos a participarem.
Não acho q estes concursos são simplesmente medidas para economizar dinheiro deixando de contratar um profissional. Há mais por trás. Também não acho q será isso q enterrará o ofício de imagem. Mas devemos ficar atentos, com o tamanho e projeção. Recentemente, o Montalvo conseguiu suspender um concurso da livraria da vila que continha termos sinistros.
Porém, mais e mais empresas adotam esta estratégia de concurso evamos ver onde isso vai nos levar.
e assim caminha a humanidade...
abraços