sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Alo para dizer q to vivo


Olá, pessoal
Final do ano, semana de provas, tenho de entregar trabalho para pós e nada de escrever.
Para aqueles q aqui vem não ficarem bravo, segue um desenhinho q fiz.
abs
Mancuso

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tudo é comércio....

"E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo. E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele." João, 2,1-11.
A passagem acima, tirada do Evangelho de João, conta como Jesus transformou água em vinho em uma festa de casamento. Sempre que leio essa passagem fico pensando no comércio vergonhoso q virou o casamento hoje em dia, ou melhor o sacramento de casar.
As igrejas católicas (acho q todas, não tenho dados precisos) cobram uma boa quantia para celebrar casamentos, que pode variar de R$ 400,00 a R$ 3.000,00 (talvez mais ou menos), dependendo da igreja. Algumas já disponibilizam em seus sites um catalogo de "parceiros e serviços, alguns exclusivos ( veja http://www.nossasenhoradobrasil.com.br/NSB_Noivos_Profissionais.aspx#1).
Por que esta diferença entre os serviços de uma igreja pra outra? A benção numa Igreja nos Jardins é mais santa q na periferia?? Os noivos quererem ostentar, eu até entendo, mas a Igreja católica entrar nessa...
Ora, me lembro q quando estudei religião na infância, o padre não falava nada de os sacramentos serem cobrados. Ou seja, ou vc paga ou não tem a benção e seu casamento será amaldiçoado pela eternidade.....
Confesso q acho isso um absurdo incomensurável, ainda mais vinda de uma instituição cheia de valores, auto-santidade, voto de humildade, bla bla bla.
Os gastos para visita do "santo" Padre passarão de um milhão de reais !!!!! Pois é, enquanto o fiel como o pão q o (pobre) diabo amassou....
Voltando a passagem inicial, se o milagre fosse hoje, antes da água virar vinho teria a seguinte questão: "é casamento de pobre ou de rico? Pq de rico vira um Château Petrus (vinho q pode chegar a R$ 40 mil),; se for pobre, basta um Chapinha...
abraços
Mario Mancuso

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O "furacão" Obama

Olá, amigos, tudo bem? Desculpem a demora a escrever...
Hoje gostaria de falar sobre o presidente recém eleito no EUA, Barack Obama.
Muitos veículos de mídia e pessoas estão exaltando o fato dos EUA ter o primeiro presidente Afro-americano (termo q considero bem infeliz, por sinal). O que acho engraçado é que, dentre muitos aspectos do candidato democrata,este ser ressaltado.
O que tem a ver o fato da cor da pele, ou etnia do presidente? Isso influencia de que modo na forma de governar, na integridade e caráter dele, posições políticas, etc???
De forma nenhuma: este o fato.
No meu entendimento, o grande truque do racismo é atribuir juízos de caráter à origens étnicas.
Pessoal, não tem a ver o c%$% com as calças !!! Temos de exaltar um candidato, um político pela sua proposta, pela sua honestidade, pelo seu trabalho, e dane-se se ele for branco, negro, amarelo ou mesmo verde !!! O fato do Obama ser negro não que ele será um bom presidente.
Se fossemos todos cegos, a cor da pele não importarioa, não é mesmo?
Claro, q temos um viés que a vitória dele é um importante passo na igualdade racial coisa e tal nos EUA, mas o erro é justamente esse. Talvez vc privilegiar um grupo antes desprivilegiado é um racismo as avessas, um paternalismo.
Defendo a meritocracia, na qual as pessoas sejam julgadas, escolhidas pelos seus méritos. Claro q isso é útopico e tem como pré-requisito chances iguais para todos. Mas acho q o caminho assistencialista gera uma discriminação velada e, talvez, mais perniciosa.
Fiquei feliz q o Obama ganhou, mais por que a Sarah Palin, que é uma doida de marca maior, perdeu. Torço para ele ser um bom presidente e, principalmente, q o governo dele traga paz aos americanos, prosperidade e q isso se relita no mundo.
abraços

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Desculpem o sumiço

Olá, pessoal

Desculpem o sumiço mas a coisa anda muito corrida. Vida de professor, estudante e ilustrador não é fácil.
Prometo q em breve volto com novos pots e tento manter um post por semana.
abs
Mario Mancuso

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O paradoxo de estudar e trabalhar

Olá, pessoal
Semana de provas, época corrida para quem é professor...
Hoje gostaria de falar sobre um assunto que me deparo quase todo dia, durante os semestres letivos: a escolha entre a faculdade e o trabalho.
Ao contrário do que podemos pensar, nossos alunos não estão trabalhando e estudando como parece; eles estão trabalhando e indo eventualmente na faculdade.
É incrível a frequencia (agora sem trema rerere) com que alunos vem justificar faltas, falta de tempo para estudar, fazer trabalhos, atividades extra-classe, etc, por conta de terem de trabalhar. Me pergunto, que sociedade é essa em q vivemos na qual o mercado de trabalho cobra um formação acadêmica do aluno mas não lhe dá subsidios para consegui-la??
O que estou falando é de empresas q impõe severas obrigações, frequentemente fazem com seus funcionários universitários trabalhem além do horário (será q pagam hora extra pelo menos?) e muitas vezes ligam nos celulares do alunos durante o periodo de permanencia na faculdade cobrando coisas.
Cria-se uma cultura, um círculo vicioso no qual o trabalho fora é muito mais importante que o estudo, e , muitas vezes, influenciado por esta situação, o aluno se acomoda na vida escolar, frequentemente exigindo regalias como abono de faltas, provas fáceis, prazos esticados para entrega de trabalhos e nenhuma atividade extra-classe, como se fosse um direito real pelo tanto q ele trabalhou na empresa.
O que acho incrivel, e que parece que a maioria não vê, é q estamos criando um exercito de profissionais mal preparados, desqualificados. As empresas estão dando um tiro no próprio pé (ou muitas vezes usando de má fé, pois qdo precisarem, buscarão profissionais qualificados em outros lugares ao invés de formar na casa) e os alunos estão compromentendo seu futuro.
Concordo que o trabalho, a formação prática é imprescindivel, mas somente se aliada de uma boa base teórica, senão teremos "apertadores de botão" apenas. Entendo também a necessidade econômica e tal, mas isso não pode ser desculpa, não podemos ficar reféns desta situação. POxa vida, o estudo, a formação universitária, que deveriam ser prioridades para nossos jovens, ficou relegada a uma loja de diplomas...
Com isso, o Brasil continua esta terra de estatísticas gordas mas de ignorantes na realidade.
Estudantes, pensem sobre isso e avaliem o que vcs querem para o futuro.
abs
Mario Mancuso

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Tempos de eleições



Uma tirinha q recebi esta manhã feita pelo grande ilustrador Galvão (de quem sou fã).
Acho q não precisa dizer mais nada, né?
abs
Mancuso

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A importância do artista no contexto social histórico

Parte de um email enviado à lista SIB em 30/09

"Nosso trabalho, de um modo geral, reflete nossa percepção ou , de modo mais abrangente, o retrato de nossa época, nossos valores, hábitos e percepções.
Se formos tomar cultura como o conjunto de hábitos, valores e características de uma agrupamento social (pode ser uma comunidade, uma tribo ou uma nação, depende do tamanho e número de pessoas afetadas por esse mesmo conjunto simbólico), temos papel um papel ímpar no registro e reconstrução desta realidade.
Outras profissões, como mecânico, dentista, médico, etc são tão dignas quanto mas servem apenas à manutenção da realidade do momento. A não ser q alguns destes profissionais seja tb um pesquisador, ele é um personagem prático. Nós não.
Imaginem q daqui a 1000 anos o século XXI será aquilo q foi registrado pelas câmeras, vídeos e desenhos, além de relatos escritos hoje. A realidade existe em um momento efêmero, para depois ser reconstruída e registrada sob a forma interpretativa de uma representação gráfica, imagética e textual."
Abs
Mario Mancuso


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Uma ilustração rápida


Esta é uma ilustra que desenvolvi para um projeto de faroeste q estou fazendo com meu grande amigo e parceiro Alberto Pessoa.
O q tem de particular nela é q estou buscando um estilo bem mais solto e rabiscado, lembrando os velhos trabalhos de José Ortiz, Esteban Maroto e Ivo Milazzo, misturado com Bernie Wrightson.
Pra ser franco , cansei do estilo comics norte-americano que anda muito certinho e perfeitinho pro meu gosto.
Pretendo fazer mais alguns desenhos nesse estilo e colorir.
abs
Mancuso

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O trabalho do produtor intelectual diante do futuro tecnológico

Olá, Amigos
Esta semana entrei em uma discussão acalorada com o pessoal da Abipro sobre os direitos autorais x o avanço tecnológico. Bom, não vou entrar em detalhes, mas a questão dos DAs pra quem é produtor intelectual, ou seja, músico, fotografo e , no meu caso, quadrinista e ilustrador é um grande problema.
Não por que a Lei seja ruim, mas porque os clientes, principalmente editoras, se recusam a cum prir as normas e usam de coerção para nos empurrarem contratos leoninos que nos fazem ceder todos os DAs.
Bom, esta é uma questão que abordarei em outro post. Agora, o quero falar é sobre como acredito que devemos nos portar enquanto criadores.
Bom, primeiramente, temos de levar em (muita) consideração o contexto que vivemos hoje com a revolução tecnológica, a internet e tantas novas invenções eletronicas. Outro fator, é o modo como o consumidor está buscando e consumindo esta produção através dos novos meios.
A revolução tecnológica e implementação de novos meios mudou a forma como nos relacionamos e nos comunicamos em níveis essenciais. As fronteiras geográficas são superadas pela velocidade do click e o conteúdo posto on line se dispersa muito mais rápido e por muito mais lugares do que poderíamos acompanhar.
Assim, inversamente proporcional ao controle do q é produzido, o acesso através dos meios digitais cresce cada vez mais, passando por cima de direitos autorais, leis, e tudo o mais. Querer barrar essa troca de arquivos ou limitar o acesso é uma guerra indiscutivelmente perdida. Haja visto o caso das gravadoras versus sites de MP3, no qual as gravadoras estão perdendo de lavada.
A difusão funciona num ritmo não-linear e viral. Como é possivel dete-lo?? Resposta: não é.
Para o autor - produtor cultural, restam duas possibilades: esperar e rezar que a legislação e a fiscalização consigam vencer esta batalha e salvaguardar sua produção (inclusive melhorando as condições de mercado) ou buscar novas formas de vender/escoar sua produção.
Bom, acredito que a resposta seja óbvia, mesmo com a grande polêmica e reações contrárias.
O primeiro passo é o produtor intelectual entender que o público consome sua mensagem , não seu meio, assim, o primeiro passo é entender o comportamento do consumidor em tempos cibernéticos. Uma mistura de marketing moderno e teoria de comunicação.
Segundo é buscar novas formas e meios, muitas vezes sem intermediários para levar, e comercializar, suas produção com o público.
Daí, novos modelos de negócios surgirão, junto à novas oportunidades e nichos de mercado.
Eu estou apostando todas as minhas fichas nesse pensamento e nestas oportunidades.
O modelo convencional me garantiu um ganho quando muito, mediocre e a tendência é piorar. Minhas opções eram "dar murro em ponta de faca" ou buscar um novo modo de encarar o mundo.
abraços

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Agora q ta caindo a Ficha ou Um novo começo

Olá, pessoal.
Aqui, ressurgindo das trevas sou eu. Sexta feira passada, dia 19/09, fui a (des)conferencia sobre mídias digitais na qual o assunto principal foi "mídias sociais". Pois é, foi uma verdadeira aula com participação dos principais nomes do universo bloggeiro, todos profissionais de mídia e comunicação.
Caiu a ficha do que é ter um blog, estar em comunidades e fazer parte da cybercomunidade. Bom, não totalmente, mas me deu uma noção que pretendo ampliar.
Quero começar a sair da "caverna" e começar a me comunicar com o mundo.
Confesso q é apavorante pois é num momento deste q vemos quão bicho do mato somos e avalio minha arrogancia anterior em criar posts elaborados e coisa e tal.
Não garanto mas prometo tentar criar uma regularidade e agradeçoa todos q me visitarem.
Abraços
Mario Mancuso

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Batman - O cavaleiro das Trevas, o filme

Acho q não é exagero em falar que o Batman é um dos principais super-herois q temos na cultura popular (multimidiatica) em virtude de toda sua construção e carga mitica. Acho q o Batman Beggins é um ensaio, quase um trailer para o senhor Nolan conhecer no q está mexendo, assim como o Christian Bale e outros. Neste Cavaleiro das Trevas, ele amadureceu e mostrou-se tão talentoso e, principalmente, tão conhecedor do univeros e da significação do q é o Batman quanto foi Miller nas HQs durante os anos 80. Batman não é um herói, é uma força da natureza, uma manifestação personificada da realidade que vivemos e ele reage de acordo com os fatos. Porém, Batman é uma força de ordem (as vezes quase intolerante)que ve seu poder controlador disperso na personificação do caos que ´o Coringa. Só mesmo um promotor incorruptível, maniqueísta como o Harvey poderia ser aliado do homem-morcego. Porém, sua tentativa de trazer ordem onde não há, de encontrar sentido onde não tem, o leva ao universos do Coringa. Sempre vi o Batman como uma força q quer moldar o mundo do jeito que acha (tem certeza, alias) q deve ser; o Coringa é o caos destrutivo que vira e mexe da uma reviravolta na existência. Acho q definirmos quem é herói e quem é vilão, é minimizar tamanho drama mitológico da mídia moderna.

terça-feira, 10 de junho de 2008

O valor intriseco dentro da vida acadêmica

Outro dia conversava com minha esposa sobre o retorno que há em uma vida acadêmica.

Há muitos anos que dou aulas. Inicialemente foi como mais uma alternativa de rendimento, mas logo fui tomando gosto pelo ato de ensinar.

Naturalmente, busquei crescimento nesta atividade, buscando melhores locais para dar aula e novos conhecimentos para melhorar minha perfomance como professor.

Bem, meu interesse em ensinar me levou ao ensino superior. E diante deste novo panorama, retomei um velho projeto: o mestrado.

Auxiliado por duas grandes pessoas (a quem sempre serei grato), meu grande amigo Alberto Pessoa e o Prof. Elydio do Santos, montei meu pré projeto de pesquisa e ingressei na Universidade Metodista dentro do programa de Mestrado de Comunicação Social.

Quando fazemos esse tipo de opção nos deparamos com um mundo totalmente novo. Um mundo no qual o real valor é o conhecimento. Da noite para o dia me deparei com uma avalancha aterradora de textos, livros, artigos e novos códigos de convívio.

Não tem como permanecer o mesmo quando se adentra a academia, nos tornamos um pesquisador, e passamos a viver em um mundo totalmente diferente. Um mundo com seus heróis, seus mentores, seus reis e seus vilões também, por que não?

Neste mundo, passamos a ver a realidade com olhos diferentes, mais críticos e passamos a correr atrás de um tesouro diferente: o conhecimento, nosso capital intelectual.

Nosso caminho na academia deve nos levar (se aguentarmos o tranco e perseverarmos) cada vez mais para o alto: mestrado, doutorado, pós-doutorado, Phd ..., e vamos acumulando cada vez capital intelectual.

Dentro desta trajetória, muitas vezes nos deparamos com o papel de professor, um oficio antigo e que carrega respeito e significação milenares. O papel do professor (bastante judiado mas ainda quase mitico) é o de detentor e multiplicador de conhecimento. Um guru, uma especie de mentor. Por isso mesmo, agrega um carga simbolica indiscutivel e uma valor próprio.

Ironicamente, muitas vezes nos encontramos num patamar economico pouco confortavel dentro da sociedade , inclusive em relação aos próprios alunos. Porém , dentro da sala de aula ocupamos o topo da cadeia, como detentores maiores do capital em questão, o intelectual.

Mas não pense que essa relação mitica de poder é nossa motivação.

Como qualquer cidadão, buscamos realização e um recompensa, que na vida de um pesquisador vem na forma de publicações, livros, artigos, conferências, e , principalmente, a descoberta de novos conhecimentos.

Não quero passar a impressão que é um mundo cor-de-rosa, no qual tudo são flores, principalmente num pais como o Brasil, onde ser pesquisador muitas vezes é uma tarefa herculea e ser professor pode ser significado de masoquismo. A rotina academica é massacrante e nos deparamos com situações desagradaveis muito frequentemente, alérm de escolhas dificeis e muitos deficts em nossa vida pessoal. (por isso é importante ter muita estrutura psicológica)

Nem sempre o retorno econômico vem na mesma medida que o retorno intelectual. E pesquisador/professor também precisa comer , morar e se vestir... e cabe uma grande pergunta que ainda não sei responder ao certo: se esse capital intelectual se traduz em capital financeiro...

Contudo, digo que é uma opção de vida apaixonante e que vale a pena trilhar e tentar responder com uma final feliz a esta pergunta.

abs

terça-feira, 20 de maio de 2008

O que acontece com o mundo?

Hoje estava almoçando com duas colegas minhas do Mestrado, quando entramos no assunto sobre Big Brother, O Aprendriz e outros reality shows que andam muito na moda. Confesso que me espanta o sucesso que tais programas fazem, pois eles enfatizam e promovem o que considero pior no ser-humano e nas relações sociais.

Esses programas se caracterizam por dispustas entre os participantes, em vista de uma pomposo prêmio em dinheiro (no caso do Aprendiz também uma polpuda sociedade com o Justus), primando pela concorrência a qualquer preço, o individualismo exarcebado e a primazia de valores materiais.

Sei que essa minha postura é um tanto quanto ingênua e até estranha vinda de um profissional de mídia e mestrando de comunicação, porém, dia-a-dia vejo uma corrida insana atrás de se ser o "primeiro", o "melhor", o "maior", e cada vez as regras de disputa escorregam por vias menos éticas. O segundo colocado é conhecido como o primeiro a perder !! E as justificativas para isso, que são muitas, resumem-se a um "a vida é assim...".

Mas será que tem de ser? Temos mesmo de viver essa corrida ao "sucesso" individual a qualquer preço? Será que não estamos vivendo uma exigência muito grande e esqucendo de valores coletivos e mais espiritualizados? Por que o mundo se transformou nessa corrida de fórmula 1 rumo ao topo?

Aquele que não é primeiro é taxado de fracassado, ordinário, só mais um e com isso milhares de pessoas afundam em neuroses perfeccionistas, cultos a imagens idealizadas de beleza e sucesso, e uma preconceito àqueles que não atingem os patamares cada vez mais exigentes de sucesso.

Isso me preocupa, sobretudo, em relação às crianças, pois a infância torna-se cada vez mais curta em benefício de aprendizados com vista ao mercado de trabalho. Não educamos nossas crianças, as adestramos. E o pior, dentro de valores deturpados de imagem, sucesso e prioridades.

Não sei quais serão os efeitos disso, mas não vejo com bons olhos o mundo em que vivemos.

abs

Espaço no Comicspace

Neste mês que sai minha primeira publicação na terras do Tio Sam, (http://www.idea-men.us/if2_gallery.html) eu e o Alberto Pessoa também criamos um espaço no comicspce, um tipo de orkut de HQ. O endereço é http://www.comicspace.com/wolfcomics/.
abs
Mancuso

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Post de Estréia

Olá

Este é o post de estréia.
Deste muito pequeno sempre fui de questionar tudo ao meu redor, uma curiosidade enorme em entender o significado e razão das coisas ao meu redor. Dentro da minha fortaleza da solidão, travava grandes debates tentando perscrutar o mundo.
Um eterno inconformismo.
Claro, que com o tempo, com o passar dos anos, adquire novos conhecimentos, ganhei experiência e tomei muita paulada da vida.
Resolvi montar esse blog para escrever minhas duvidas e minhas idéias. Nada pretensioso do tipo mudar o mundo , nem espero que as pessoas leiam.
Mas é o que me levou a isso foi a sedução pelo universo imensuravel , e ainda em franca expansão, da internet. A sedução de publicar o que penso, sem censura e sem medo, sobre tudo e todos.
Não espero nada mas sinto que é algo que deveria fazer.

abraços

Mario Mancuso