quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Uma ilustração rápida


Esta é uma ilustra que desenvolvi para um projeto de faroeste q estou fazendo com meu grande amigo e parceiro Alberto Pessoa.
O q tem de particular nela é q estou buscando um estilo bem mais solto e rabiscado, lembrando os velhos trabalhos de José Ortiz, Esteban Maroto e Ivo Milazzo, misturado com Bernie Wrightson.
Pra ser franco , cansei do estilo comics norte-americano que anda muito certinho e perfeitinho pro meu gosto.
Pretendo fazer mais alguns desenhos nesse estilo e colorir.
abs
Mancuso

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O trabalho do produtor intelectual diante do futuro tecnológico

Olá, Amigos
Esta semana entrei em uma discussão acalorada com o pessoal da Abipro sobre os direitos autorais x o avanço tecnológico. Bom, não vou entrar em detalhes, mas a questão dos DAs pra quem é produtor intelectual, ou seja, músico, fotografo e , no meu caso, quadrinista e ilustrador é um grande problema.
Não por que a Lei seja ruim, mas porque os clientes, principalmente editoras, se recusam a cum prir as normas e usam de coerção para nos empurrarem contratos leoninos que nos fazem ceder todos os DAs.
Bom, esta é uma questão que abordarei em outro post. Agora, o quero falar é sobre como acredito que devemos nos portar enquanto criadores.
Bom, primeiramente, temos de levar em (muita) consideração o contexto que vivemos hoje com a revolução tecnológica, a internet e tantas novas invenções eletronicas. Outro fator, é o modo como o consumidor está buscando e consumindo esta produção através dos novos meios.
A revolução tecnológica e implementação de novos meios mudou a forma como nos relacionamos e nos comunicamos em níveis essenciais. As fronteiras geográficas são superadas pela velocidade do click e o conteúdo posto on line se dispersa muito mais rápido e por muito mais lugares do que poderíamos acompanhar.
Assim, inversamente proporcional ao controle do q é produzido, o acesso através dos meios digitais cresce cada vez mais, passando por cima de direitos autorais, leis, e tudo o mais. Querer barrar essa troca de arquivos ou limitar o acesso é uma guerra indiscutivelmente perdida. Haja visto o caso das gravadoras versus sites de MP3, no qual as gravadoras estão perdendo de lavada.
A difusão funciona num ritmo não-linear e viral. Como é possivel dete-lo?? Resposta: não é.
Para o autor - produtor cultural, restam duas possibilades: esperar e rezar que a legislação e a fiscalização consigam vencer esta batalha e salvaguardar sua produção (inclusive melhorando as condições de mercado) ou buscar novas formas de vender/escoar sua produção.
Bom, acredito que a resposta seja óbvia, mesmo com a grande polêmica e reações contrárias.
O primeiro passo é o produtor intelectual entender que o público consome sua mensagem , não seu meio, assim, o primeiro passo é entender o comportamento do consumidor em tempos cibernéticos. Uma mistura de marketing moderno e teoria de comunicação.
Segundo é buscar novas formas e meios, muitas vezes sem intermediários para levar, e comercializar, suas produção com o público.
Daí, novos modelos de negócios surgirão, junto à novas oportunidades e nichos de mercado.
Eu estou apostando todas as minhas fichas nesse pensamento e nestas oportunidades.
O modelo convencional me garantiu um ganho quando muito, mediocre e a tendência é piorar. Minhas opções eram "dar murro em ponta de faca" ou buscar um novo modo de encarar o mundo.
abraços

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Agora q ta caindo a Ficha ou Um novo começo

Olá, pessoal.
Aqui, ressurgindo das trevas sou eu. Sexta feira passada, dia 19/09, fui a (des)conferencia sobre mídias digitais na qual o assunto principal foi "mídias sociais". Pois é, foi uma verdadeira aula com participação dos principais nomes do universo bloggeiro, todos profissionais de mídia e comunicação.
Caiu a ficha do que é ter um blog, estar em comunidades e fazer parte da cybercomunidade. Bom, não totalmente, mas me deu uma noção que pretendo ampliar.
Quero começar a sair da "caverna" e começar a me comunicar com o mundo.
Confesso q é apavorante pois é num momento deste q vemos quão bicho do mato somos e avalio minha arrogancia anterior em criar posts elaborados e coisa e tal.
Não garanto mas prometo tentar criar uma regularidade e agradeçoa todos q me visitarem.
Abraços
Mario Mancuso

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Batman - O cavaleiro das Trevas, o filme

Acho q não é exagero em falar que o Batman é um dos principais super-herois q temos na cultura popular (multimidiatica) em virtude de toda sua construção e carga mitica. Acho q o Batman Beggins é um ensaio, quase um trailer para o senhor Nolan conhecer no q está mexendo, assim como o Christian Bale e outros. Neste Cavaleiro das Trevas, ele amadureceu e mostrou-se tão talentoso e, principalmente, tão conhecedor do univeros e da significação do q é o Batman quanto foi Miller nas HQs durante os anos 80. Batman não é um herói, é uma força da natureza, uma manifestação personificada da realidade que vivemos e ele reage de acordo com os fatos. Porém, Batman é uma força de ordem (as vezes quase intolerante)que ve seu poder controlador disperso na personificação do caos que ´o Coringa. Só mesmo um promotor incorruptível, maniqueísta como o Harvey poderia ser aliado do homem-morcego. Porém, sua tentativa de trazer ordem onde não há, de encontrar sentido onde não tem, o leva ao universos do Coringa. Sempre vi o Batman como uma força q quer moldar o mundo do jeito que acha (tem certeza, alias) q deve ser; o Coringa é o caos destrutivo que vira e mexe da uma reviravolta na existência. Acho q definirmos quem é herói e quem é vilão, é minimizar tamanho drama mitológico da mídia moderna.

terça-feira, 10 de junho de 2008

O valor intriseco dentro da vida acadêmica

Outro dia conversava com minha esposa sobre o retorno que há em uma vida acadêmica.

Há muitos anos que dou aulas. Inicialemente foi como mais uma alternativa de rendimento, mas logo fui tomando gosto pelo ato de ensinar.

Naturalmente, busquei crescimento nesta atividade, buscando melhores locais para dar aula e novos conhecimentos para melhorar minha perfomance como professor.

Bem, meu interesse em ensinar me levou ao ensino superior. E diante deste novo panorama, retomei um velho projeto: o mestrado.

Auxiliado por duas grandes pessoas (a quem sempre serei grato), meu grande amigo Alberto Pessoa e o Prof. Elydio do Santos, montei meu pré projeto de pesquisa e ingressei na Universidade Metodista dentro do programa de Mestrado de Comunicação Social.

Quando fazemos esse tipo de opção nos deparamos com um mundo totalmente novo. Um mundo no qual o real valor é o conhecimento. Da noite para o dia me deparei com uma avalancha aterradora de textos, livros, artigos e novos códigos de convívio.

Não tem como permanecer o mesmo quando se adentra a academia, nos tornamos um pesquisador, e passamos a viver em um mundo totalmente diferente. Um mundo com seus heróis, seus mentores, seus reis e seus vilões também, por que não?

Neste mundo, passamos a ver a realidade com olhos diferentes, mais críticos e passamos a correr atrás de um tesouro diferente: o conhecimento, nosso capital intelectual.

Nosso caminho na academia deve nos levar (se aguentarmos o tranco e perseverarmos) cada vez mais para o alto: mestrado, doutorado, pós-doutorado, Phd ..., e vamos acumulando cada vez capital intelectual.

Dentro desta trajetória, muitas vezes nos deparamos com o papel de professor, um oficio antigo e que carrega respeito e significação milenares. O papel do professor (bastante judiado mas ainda quase mitico) é o de detentor e multiplicador de conhecimento. Um guru, uma especie de mentor. Por isso mesmo, agrega um carga simbolica indiscutivel e uma valor próprio.

Ironicamente, muitas vezes nos encontramos num patamar economico pouco confortavel dentro da sociedade , inclusive em relação aos próprios alunos. Porém , dentro da sala de aula ocupamos o topo da cadeia, como detentores maiores do capital em questão, o intelectual.

Mas não pense que essa relação mitica de poder é nossa motivação.

Como qualquer cidadão, buscamos realização e um recompensa, que na vida de um pesquisador vem na forma de publicações, livros, artigos, conferências, e , principalmente, a descoberta de novos conhecimentos.

Não quero passar a impressão que é um mundo cor-de-rosa, no qual tudo são flores, principalmente num pais como o Brasil, onde ser pesquisador muitas vezes é uma tarefa herculea e ser professor pode ser significado de masoquismo. A rotina academica é massacrante e nos deparamos com situações desagradaveis muito frequentemente, alérm de escolhas dificeis e muitos deficts em nossa vida pessoal. (por isso é importante ter muita estrutura psicológica)

Nem sempre o retorno econômico vem na mesma medida que o retorno intelectual. E pesquisador/professor também precisa comer , morar e se vestir... e cabe uma grande pergunta que ainda não sei responder ao certo: se esse capital intelectual se traduz em capital financeiro...

Contudo, digo que é uma opção de vida apaixonante e que vale a pena trilhar e tentar responder com uma final feliz a esta pergunta.

abs